QUAL É A QUANTIDADE DE RIQUEZA GERADA NA CIDADE DE CERES E REGIÃO?


Qual a taxa de crescimento da economia das principais cidades da nossa região nos últimos dez anos?


Qual é o tamanho das principais economias da microrregião de Ceres?


Como o objetivo desse blog é falar sobre economia local e considerando que estamos iniciando um novo ano, refletir sobre estas perguntas parece um bom começo.


Para respondê-las adequadamente e deixar o “economês” bem fácil de ser compreendido é bom trazer algumas definições:


1º) PIB – Produto Interno Bruto é a soma de toda a riqueza gerada em uma economia e aqui no Brasil é calculado pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.


2º) Correlação – Isso é coisa de estatístico, porém, economistas amam esta palavra. De forma bem simples é a relação existente entre um evento e outro, por exemplo: se um indicador cresce quase na mesma proporção que outro indicador ao longo do tempo, significa que há uma forte correlação entre um e o outro.


3º) Cidade pólo típica – É uma cidade que normalmente atende a uma série de outras cidades oferecendo basicamente serviços e para onde converge a população de uma região. É o caso da cidade de Ceres.


Muito bem, feitas as definições, vamos às respostas!


No site do Instituto Mauro Borges temos acesso à série histórica do PIB dos municípios desde 2002 até 2016, (o IBGE leva mais ou menos dois anos para publicar o PIB dos municípios, por isso não temos dados mais atualizados), desta forma, para responder à primeira pergunta, vamos comparar o PIB de 2006 com o de 2016.


Os municípios analisados foram: Ceres, Goianésia, Itapaci, Itapuranga, Rubiataba e Uruana.


CERES


Em 2006 o PIB Municipal (soma de toda a riqueza gerada na cidade) de Ceres totalizava R$ 183.678.000,00; dez anos depois (2016) o mesmo indicador apontava para um total de R$ 499.511.000,00. Como a inflação (IPCA) acumulada no período foi de aproximadamente 83% podemos dizer que a economia da cidade de Ceres cresceu 48,6% na última década.


GOIANÉSIA


Goianésia em 2006 tinha uma economia três vezes maior do que a de Ceres perfazendo um PIB de R$ 551.156.000,00. Passados dez anos, o PIB de Goianésia passou a ser de R$ 1.241.028.000,00. Descontada a inflação, a economia da Goianésia cresceu 23,1% entre 2006 e 2016.


ITAPACI


Os números da cidade de Itapaci são os seguintes: em 2006 a soma de toda a riqueza gerada no município totalizou R$ 136.004.000,00; em 2016 o mesmo indicador totalizou R$ 324.397.000,00. Desta forma, lembrando que a inflação acumulada no período ficou próxima dos 83%, podemos afirmar que a economia de Itapaci cresceu 30,4% na década entre 2006 e 2016.


ITAPURANGA


Durante o período considerado, o PIB de Itapuranga teve um crescimento real de 58,5%. Foi a cidade que mais cresceu entre as consideradas neste artigo. Em 2006 a cidade produzido R$ 133.328.000,00 e em 2016 atingiu um total de R$ 386.512.000,00.


RUBIATABA


Rubiataba não ficou muito atrás de Itapuranga em matéria de crescimento da economia. Em 2006 o PIB do município era de R$ 142.690.000,00 e em 2016 alcançou a marca do R$ 413.252.000,00 (bem perto do PIB de Ceres), o que, tirando a inflação do período, sinaliza uma expansão de 58,3%.


URUANA


A economia de Uruana cresceu 57,5% entre 2006 e 2016 (crescimento real fora a inflação). Saltou de um PIB nominal de R$ 70.631.000,00 em 2006 para R$ 203.583.000,00 em 2016.


A maior economia da região continua sendo Goianésia, a economia que mais cresceu entre as cidades consideradas foi a de Itapuranga, porém, este crescimento não é nada comparado com o crescimento da economia de Barro Alto no mesmo período (672,9%). A microrregião de Ceres, de forma geral, cresceu 61,9% entre 2006 e 2016 (praticamente o mesmo nível de crescimento apresentado pelo estado de Goiás na década em questão), o que significa que a cidade de Ceres, que dá nome à microrregião, tem perdido espaço em matéria de importância econômica, o mesmo ocorrendo em maior ou menor intensidade com Goianésia e Itapaci que apresentaram crescimento abaixo dessa média.


Como não dispomos de números oficiais para o ano de 2017 e é impossível tê-los para 2018 que acabou há poucos dias, o que podemos fazer para estimar o crescimento dos últimos dois anos é uma projeção baseada em dois outros indicadores: o consumo de energia elétrica e o tamanho da população dos municípios. Ambos os indicadores possuem forte correlação com o tamanho do PIB sendo que quanto maior o consumo de energia, subentende-se que maior tem sido a geração de riqueza no lugar, uma vez que indica que as fabricas estão trabalhando por mais horas, as pessoas estão comprando mais aparelhos eletrônicos, as lojas estão ficando abertas por mais tempo, etc.


Vou poupá-los da matemática e apresentar as estimativas atuais. Então, vamos lá!


Os cálculos apontam que 2017 foi muito ruim para praticamente todos os municípios da amostra. Usando o IPCA como deflator, podemos estimar que a economia de Ceres encolheu 1%, Goianésia caiu 7,2%, Itapaci, contrariando a regra, cresceu 2,6%, o PIB de Itapuranga diminuiu 5,6%, o de Rubiataba despencou 10,8% e o de Uruana registrou contração de 2,9%.


Para o ano que terminou, a analise estatística indica retomada do crescimento com os seguintes números: Ceres 5,4% de crescimento real, Goianésia 9,5%, Itapaci 13,2%, Itapuranga 7,2%, Rubiataba 11% e Uruana 3,5%.


A título de arremate, podemos afirmar que a expectativa para 2019 é de consolidação da retomada do crescimento com o empresariado local bem mais otimista e com maior atividade econômica em nossa região.



Econ. Alexandre Bouças Marques

viabilidadeeconomica@gmail.com

Econ. Alexandre B. Marques

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