FIZEMOS UM PLANO! E AGORA?



Minha ideia inicial quando coloquei em minha lista de tarefas a necessidade de escrever um artigo sobre Planejamento Estratégico era, de fato, falar sobre a importância do mesmo como ferramenta para nortear as ações da empresa ou mesmo do seu uso em nosso dia a dia.


Existem vários níveis de planejamento, o que pode incluir desde de um simples planejamento diário da agenda de compromissos até um amplo plano de governo com perspectiva de vários anos, passando por planos intermediários tais como planos de produção, planos de projetos etc.


Todavia, não obstante a importância de um tema como este, principalmente quando lembramos que estamos no final de 2019 o que torna pertinente um planejamento para 2020, resolvi falar sobre o que vem depois do Planejamento Estratégico propriamente dito.


Como assim?


Simples. Esse artigo vai falar da execução e do monitoramento do Plano Estratégico.


O primeiro aspecto que quero frisar é o problema da falta de foco combinada com a perca de fôlego. Um planejamento muito amplo e pouco realista pode comprometer o foco da equipe, criando o que um contador amigo meu costuma chamar de, uma série de pequenos “Frankensteins” que, em um primeiro momento, podem até parecer aplicáveis mas, por estarem fora da realidade da empresa, acabam fazendo com que o time gaste energia em demasia até perder o fôlego. Quando isso acontece o resultado normalmente é o abandono do projeto e, com o tempo, o próprio planejamento perde credibilidade.


Superada a ameaça dos “Frankensteins” existe a questão do monitoramento e, nesse sentido, o que pesa é o acompanhamento do plano por meios dos cronogramas. Muita gente, quando pensa estar fazendo um planejamento, diz estar fazendo um cronograma e na verdade está fazendo uma simples (e muitas vezes inviável) lista de tarefas. Como a tal lista de tarefas não é realista, a execução não seguirá o planejamento e por isso, muitas pessoas acham que o Planejamento Estratégico não é algo útil.


Na verdade, é fundamental que exista um cronograma feito com responsabilidade para que possa existir um monitoramento efetivo e é aí que está a força do Planejamento Estratégico. Não significa que o cronograma será uma “camisa de força” amordaçando o improviso e o talento do gestor, um cronograma bem feito, combinado com um monitoramento responsável e proativo é perfeitamente flexível e adaptável e, com certeza, transforma a execução do portfólio de projetos (e do planejamento como um todo) em algo muito mais assertivo.


Por fim, cabem algumas palavras sobre os indicadores de desempenho. Se você não acompanha os resultados (convertidos em números ou em gráficos) você não terá noção se está executando corretamente o que foi planejado e muito menos se está atingindo os objetivos que havia estabelecido.


Indicadores são como termômetros por meio dos quais podemos verificar se devemos ou não intensificar a dosagem dos remédios que estamos aplicando ou mesmo se o medicamento precisa ser substituído.


Um outro risco que se faz presente na execução do Planejamento Estratégico e que tem relação direta com os indicadores é justamente o excesso de informação.


O grande desafio nesse sentido é ser capaz de criar um painel de controle com – somente o necessário – para não perder tempo com detalhes menores e acabar caindo na armadilha do “microgerenciamento” que, consiste basicamente, em gastar tempo e energia se preocupando com a formiguinha no lombo do elefante sendo que o foco, na verdade, teria que estar no elefante.


Em resumo, o Planejamento é algo muito importante que precisa ser praticado e fazer parte da cultura da instituição, todavia, não tem utilidade alguma se, na hora da execução, não houver um monitoramento adequado. Por isso é muito importante contar com gente qualificada para ajudar a gestão a, primeiro colocar o plano no papel, depois tirar o plano do papel para em seguida, conferir se o resultado ficou igual ao planejado e então ir melhorando gradativamente até atingir um nível ideal de excelência.

Econ. Alexandre B. Marques

Economicidade

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