EMPOBRECENDO OU FICANDO BEM NA FITA? PARTE 2: Analisando a cidade de Rialma.



Em 20 de dezembro publiquei um artigo fazendo uma projeção do desempenho das economias de Ceres, Goianésia, Itapaci e Itapuranga.


O texto foi bem recebido pelos leitores que me solicitaram a elaboração de um artigo usando o mesmo exercício matemático para analisar o caso da cidade de Rialma.


Como Ceres e Rialma são cidades irmãs, com diversos aspectos de suas economias entrelaçados, faz bastante sentido verificar como as coisas fluíram em Rialma para averiguar se o desempenho relativamente fraco da economia de Ceres nos últimos três anos exerceu alguma influência sobre o desempenho econômico da cidade de Rialma.


Desta forma, vamos aos números...


Os indicadores estatísticos que usei para projetar o PIB do Município foram a população, o consumo de energia elétrica e a quantidade de empregos formais existentes na cidade. A lógica é simples, normalmente, quando a população cresce, quando o consumo de energia cresce e quando a quantidade de gente contratada com carteira assinada cresce, tudo indica que a economia como um todo deve estar crescendo.


Todavia, no caso de Rialma me deparei com um comportamento atípico, ou seja, a relação entre o desempenho da economia e esses três fatores não parece ser muito grande; ela é apenas moderada quando falamos em termos de população e consumo de energia e baixa quando falamos de vínculos empregatícios com carteira assinada.


Essa constatação colocou em xeque a confiabilidade da projeção, pois a margem de erro ficou muito alta, diferente do que aconteceu com Ceres e Goianésia que apresentaram tendências bem confiáveis e razoavelmente previsíveis.


Neste caso, resolvi incluir um quarto fator para compor a base de cálculo: a tendência natural de crescimento do PIB ao longo do tempo. Como, através do site do Instituo Mauro Borges, é possível ter acesso a uma série de dados relativamente longa optei por esse caminho para tentar “calibrar” melhor a projeção.


Pois bem, a economia de Rialma apresentou os seguintes sinais: a) a população manteve-se estável com uma pequena tendência de queda; b) de 2016 para cá, o consumo total de energia elétrica registrou uma queda mais forte, principalmente em 2018, sendo que, em 2019 parece ter começado a se recuperar; c) o emprego apresentou uma boa tendência de crescimento; d) a série histórica do PIB apresentou uma forte tendência de crescimento nos últimos três anos.


Fazendo as contas (caso alguém queira entender como fiz meus cálculos estou à disposição para explicar) é possível afirmar com 72% de confiança que a soma de toda a riqueza gerada em Rialma ao longo de 2019 deve ter totalizado algo próximo de R$ 261.116.000,00, o que significa um crescimento de 24% no acumulado de três anos, resultado muito melhor do que o apresentado pela sua vizinha Ceres, o que demonstra que, pelo menos, no decorrer do último triênio, Rialma logrou resultados mais consistentes e “livres” da estagnação percebida em outras localidades da região.

Econ. Alexandre B. Marques

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