ESCRITÓRIO DE PROJETOS PARTILHADO: UMA ALTERNATIVA PARA PREFEITURAS EM TERMOS DE PLANEJAMENTO ESTRAT



Um problema comum à imensa maioria das prefeituras, está na grande dificuldade que enfrentam em planejar, de fato, as suas ações. Mesmo as prefeituras que dispõem de secretarias destinadas para este fim, não realizam efetivamente o planejamento necessário e, normalmente, departamentos com esta prerrogativa em prefeituras, acabam virando meros “bombeiros”, auxiliares subutilizados pela administração e executores de prestações de contas.


Planejamento é algo que vai muito além do operacional, é atividade estratégica que não se limita a elaborar documentos bonitos.


Quando falamos de planejamento em prefeituras, nos deparamos com executivos municipais reativos, ou seja, que não se antecipam aos problemas, e secretarias municipais ocupadas por pessoas sem formação adequada para gerenciar projetos, implementar mudanças, monitorar resultados e traçar estratégias.


Parte significativa dessa dificuldade está no custo de manter uma equipe especializada para esse fim, o que incluiria profissionais tais como economistas, engenheiros civil e ambiental, gestores públicos etc. Cidades de pequeno porte como a maioria das que temos em nossa região, simplesmente não possuem recursos para manter um time de planejamento.


Uma alternativa para esse tipo de situação seria municípios menores se unirem para montar um escritório de projetos e, dessa forma, contar com uma equipe que atenderia as suas demandas em conjunto.


Essa estratégia poderia desencadear os seguintes resultados para os municípios parceiros:


01 – Um planejamento estratégico integrado, considerando a dinâmica local, incluindo a realidade das cidades que financiam o escritório.


02 – Maior proximidade entre a equipe do escritório e as prefeituras consorciadas. (Normalmente as prefeituras da nossa região acabam contratando escritórios localizados em Goiânia que tem uma visão superficial do contexto das cidades e oferecem soluções limitadas e padronizadas que são meros paliativos).


03 – Possibilidade de desenvolvimento de estratégias conjuntas capazes de potencializar os resultados de todos os municípios que bancam o escritório de projetos.


04 – Uma equipe mais focada nas necessidades dos municípios que financiam o escritório.


05 – Custo de manutenção mais baixo do que o de uma secretaria, tendo em vista que o recurso destinado ao planejamento e ao monitoramento das ações seria diluído entre os municípios parceiros.


Nessa perspectiva, cidades que possuem um status de pólos regionais podem encabeçar esse tipo de iniciativa, promovendo o desenvolvimento não somente de sua economia, como também das economias das cidades vizinhas que estão interconectadas com a sua. Por exemplo: Ceres, poderia unir-se a Rialma, Carmo do Rio Verde, Rubiataba etc. e, com uma equipe conjunta, elaborar um Plano de Desenvolvimento Econômico comum a todas elas para direcionar suas ações nos próximos anos e assim potencializar ainda mais os seus resultados aproveitando a sinergia entre cada cidade e suas respectivas vocações.


Administrar uma cidade tem se tornado cada vez mais complicado. Realizar apenas o convencional não resolve mais a situação. Elevar impostos costuma apresentar efeito contrário reduzindo a competitividade do município; realizar cortes sem planejamento pode “matar o paciente”. É necessário inteligência e estratégia e, nesse sentido, investir em um bom planejamento (planejamento de verdade não apenas figurativo), com uma equipe técnica, pode ajudar bastante as economias locais a crescer ainda mais e assim viabilizar suas prefeituras.


Gestores que ocupam posição por motivos meramente políticos em áreas altamente técnicas e ausência de planejamento estratégico de fato, é uma combinação venenosa para os municípios e um escritório de projetos de uso comum à uma microrregião pode ajudar bastante a solucionar esse problema.

Econ. Alexandre B. Marques

Economicidade

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