2021 NÃO ABRIRÁ ESPAÇO PARA O IMPROVISO


Se existe algo que 2020 nos ensinou é que não podemos contar com a sorte quando tocamos nossos negócios ou gerenciamos nossas organizações.


Aprendemos que vivemos em um mundo altamente complexo e que temos que contar com plano “A”, plano “B”, plano “C” etc.


Muitas pessoas podem argumentar que a incerteza justifica o improviso e que o “jogo de cintura” vale mais que um bom planejamento, todavia, a carência de organização, o baixo nível de análise crítica e a falta de disciplina são elementos que, uma vez combinados, nos conduzem a verdadeiros desastres!


Além do mais, um planejamento bem feito e adequadamente monitorado, não é uma camisa de força. Muito pelo contrário! O planejamento, considera os cenários possíveis, prevê ações preventivas e pode ser revisto a qualquer momento diante de mudanças bruscas de configuração.


O segredo é monitorar a execução e contar com indicadores claros que evidenciem que o resultado desejado está realmente sendo alcançado.


Nossa cultura criou uma série de mitos a respeito de planejamento que, para o bem das organizações, devem ser superados.


Muita gente acredita que planejamento é encher linguiça, que toma muito tempo e não consiste em uma atividade produtiva. Pois bem, o planejamento só se transforma em encher linguiça se as ações previstas no mesmo não forem postas em prática; o planejamento não precisa ser demorado. Hoje existem metodologias que permitem que o planejamento possa ser desenvolvido de forma rápida e objetiva.


Achar que planejar é uma atividade em si mesma é um erro! E isto se deve ao fato de que as pessoas não usam as metodologias corretas e (outro vício brasileiro) acham que o produto final de um planejamento é apenas uma peça “para inglês ver” e definitivamente não é!


O planejamento deve ser feito de forma colaborativa, precisa ser contextualizado, ou seja, precisa dialogar com a realidade que se está vivendo e com os cenários possíveis que se vislumbram para o futuro.


Um bom plano precisa contar com objetivos claros, esses objetivos devem ser subdivididos em ações, as ações precisam de uma matriz de responsabilidades. É preciso que o planejamento leve em conta as partes interessadas, tenha ciência dos riscos envolvidos e preveja mecanismos para contingenciamento desses riscos.


Cada objetivo deve possuir ao menos um indicador que possa atestar que as ações previstas realmente atingiram o sucesso pretendido e é aí que está o pulo do gato: se você não estabelece um indicador que indique a sua real situação e não utiliza o mesmo para saber se o caminho que foi trilhado realmente está te levando para onde você quer ir, você correrá o risco de ir para lugar nenhum!


Outro erro fatal cometido pelas organizações, tanto públicas quanto privadas, é elaborar o plano e não monitorar a execução. Se você e sua equipe costumam guardar o plano na gaveta logo depois de sua elaboração, vocês realmente não entenderam nada e estão perdendo tempo.


O plano deve ser monitorado, pelo menos, todo mês. Os indicadores devem ser atualizados, a tendência dos números dever ser analisada periodicamente, somente assim você irá saber se o plano está indo bem ou se precisa de ajustes.


Não planejar ou planejar e não monitorar a execução do que foi planejado é como pilotar um avião sem saber sua localização e muito menos a localização da pista de pouso mais próxima! Imagine a angustia de fazer isso no meio de uma tempestade! Você quer continuar arriscando?


A lista de mitos vai se estendendo exponencialmente, por exemplo, prefeituras municipais quando criam Secretarias de Planejamento, tendem a limitar suas ações à singela tarefa de cadastrar projetos e emendas parlamentares em sites dos Governos Federal e Estadual. Uma Secretaria de Planejamento é muito mais do que isso! Ela tem que ser a guardiã do Plano de Governo, órgão fundamental para auxiliar o gestor a atender adequadamente aos anseios do cidadão cliente!


Não obstante existirem sinais de que 2021 será um ano de retomada, a retomada somente será aproveitada em seu máximo potencial se você gestor, se dignar a fazer um planejamento de verdade, executá-lo de forma disciplinada e monitorar seus resultados.


2021 não abrirá espaço para o improviso! Planejar não é fazer uma lista de tarefas e torcer para que de certo! Existe método e cenários de crise costumam ser cruéis com amadorismos.


Se você quer começar do jeito certo, procure um especialista que possa orientar a concepção do plano e o direcionamento do mesmo. Se quiser saber mais sobre o assunto, me procure em viabilidadeeconomica@gmail.com e comece a dar uma direção clara para a sua organização.



Econ. Alexandre Bouças Marques

Especialista em Gestão Pública

MBA em Gestão da Qualidade

Econ. Alexandre B. Marques

Economicidade

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