A RELAÇÃO OFERTA X PROCURA NA CONSTRUÇÃO DE ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS: UMA BREVÍSSIMA EXPLICAÇÃO


Compreender a lei da oferta e da procura parece algo simples, e até certo sentido é, todavia, tendo em vista o fato de que ela se tornou um conceito comum, muitas pessoas tem uma percepção superficial do que se trata e acabam banalizando o termo e desperdiçando o seu potencial na construção de estratégias para negócios, planos de ação, políticas públicas etc.


O propósito aqui não é escrever um compêndio sobre o tema, portanto, vou tentar discorrer sobre o mesmo da forma mais didática possível para que você possa entender melhor.


Do lado da oferta, o comportamento normal (porém não o único) é que, quando algo está disponível em abundância tende a ter um preço mais baixo e quando algo é escasso tende a ser mais caro.


Por outro lado, quando falamos de procura por determinado produto ou serviço, o comportamento típico, (salvo exceções), é que quando muitas pessoas estão procurando o tal produto ou serviço ele tende a ser mais caro e quando menos pessoas se interessam por ele, o mesmo precisa ficar mais barato para “desencalhar”.


Em suma, é – no geral – um jogo de escassez e abundância que é objeto de estudo dos economistas há quase 300 anos.


Quando somamos a produção de todos os ofertantes e a procura de todos os demandantes de determinada região, somos capazes de medir o tamanho do mercado dentro de um espaço geográfico previamente delimitado, o que pode ser muito útil, por exemplo, para um empreendedor interessado em decidir onde instalar uma empresa.


É lógico que limitar o processo decisório de uma empresa, quanto ao local onde ela instalará uma nova unidade, ao simples dimensionamento do mercado, é um erro de análise; são levados em consideração diversos outros fatores, todavia, dispensar o estudo da oferta e da demanda é um erro fatal!


E como esse levantamento é feito?


A ferramenta estatística é a chave para fundamentar a análise. Podemos estimar a oferta (conforme a característica de cada setor) levantando quantos concorrentes atuam naquela região e verificando o porte de cada um.


Da mesma forma, com base em dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e conhecendo o perfil do seu público alvo, é possível medir a tendência de consumo dos seus clientes e assim, somando a sua propensão ao gasto e o tamanho da população da região analisada, é possível estimar o potencial de consumo de uma cidade.


Cruzando a oferta e a demanda local dentro os diversos municípios de uma microrregião, podemos indicar para um comerciante, por exemplo, em quais cidades ele teria melhores condições de “abocanhar” uma fatia maior do mercado.


Compreendendo também a demanda e a oferta agregada podemos projetar a tendência do mercado quanto ao comportamento dos preços, tanto em uma região do país, quanto no mercado externo.


Enfim, para não estender muito a conversa, vamos ficando por aqui. Caso tenha interesse em aprofundar o assunto que é muito vasto e bem mais diversificado do que o que se apresenta neste pequeno artigo, fico à disposição para eventuais esclarecimentos.



Econ. Alexandre Bouças Marques

alexandrebmeconomista@gmail.com

Econ. Alexandre B. Marques

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