GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL – PLANEJAR, MONITORAR RESULTADOS, SOBREVIVER À CRISE


Gestão pública é algo bastante específico e, no caso da gestão dos municípios, os desafios são enormes.


Não se trata de uma simples equação de soma zero em que as despesas não podem superar a receita. Vai muito além disso. Afinal, as pessoas vivem nas cidades, portanto, os seus problemas, os seus sonhos, os seus investimentos estão todos concentrados no município.


O ano que se inicia ainda é um mistério para os novos gestores, não existem previsões claras do que nos reserva 2021 e, os analistas mais pessimistas, chegam a afirmar que o que nos espera é uma cópia do que aconteceu no ano passado.


Portanto, vivemos mais do que nunca um contexto de incerteza. Um mundo volátil, ambíguo e complexo.


A escassez de recursos em uma economia fragilizada como a nossa, coloca em dificuldade qualquer gestor público, independente do tamanho da cidade que está sob seus cuidados.


Dificilmente haverá espaço para incremento de receita antes da economia realmente recobrar o vigor – coisa que ela havia perdido muito antes da pandemia e mal havia recuperado quando os problemas com a COVID-19 começaram a aparecer – o que significa que a base de onde saem os recursos que bancam os projetos das prefeituras estará menor e o fôlego para investir estará curto.


O ajuste terá que ser pelo lado das despesas e aí o problema será como reduzir essa despesa diante do crescimento da procura pelos serviços públicos?


A pandemia pressionará as áreas de saúde e a assistência social, isso apenas para ficar no mais evidente. O fato é que o impacto será muito grande e em várias áreas e se não houver PLANEJAMENTO, a quebradeira dos municípios será líquida e certa.


Estamos diante de uma oportunidade de ouro!


Nós brasileiros não somos muito adeptos de planejar as coisas. Somo dedicados, trabalhadores, empenhados, porém, achamos a parte de planejar uma coisa meio chata. Pois bem, o contexto atual é de falta de recursos de um lado e procura por serviços do outro. Se as equipes das prefeituras não forem qualificadas, se não houver organização, se não houver estratégia, o nó estará dado.


Em suma, o quarteto PLANEJAR – EXECUTAR – ANALISAR – AGIR, nunca foi tão necessário para todos nós e, principalmente para o setor público, quer seja da menor cidade do país até da maior instituição do Governo Federal.


Portanto: Planejar e monitorar, constituem ações obrigatórias para sobreviver!

Econ. Alexandre B. Marques